terça-feira, 7 de agosto de 2012

Quando eu morrer...



"Quando eu morrer, por favor: Sumam com o meu corpo, fujam desses loucos que lucram com a morte, que matam a mata, as árvores e matam minha vida eterna. Me tirem desse sistema cristão que mata os meus sonhos e corre contra tudo o que acreditei em vida... Vivo Pagã e não vai ser como cristã que irei morrer.
Quando eu morrer, no pé de uma árvore qualquer, de flores ou frutos, cavem um buraco bem fundo e taquem meu corpo nu  já cansado, ali serei adubo, ali serei terra, ali serei árvore, ali viverei para sempre reproduzindo, sendo e renascendo, nos matos, nas flores, nos galhos, no bico dos pássaros que passeiam com os polens. Ali serei eterna em meio a tudo o que me trouxe e que me permitiu viver, ali em meio a Natureza resgato toda a essência perdida em vida humana, não existirá mais eu e ela, serei dela, só dela, para ser como ela, e por fim poder ser ela..."


Estela Pop

sábado, 21 de julho de 2012

Polícia Militar X Direitos Humanos.




O COMPORTAMENTO DA POLICIA MILITAR NO BRASIL INSISTE EM SER DEGRADANTE!
A sua política reacionária e desumana está sobre tudo e sobre todos dentro de suas próprias leis crueis protegidos pelo Estado.
A desculpa do piso salarial ser muito baixo os tornam grande ameaça para a sociedade com suas armas letais. Quando um indivíduo insatisfeito soma na sua identidade um desvio de caráter, e resolve exercer a função de Polícia Militar, sobra para a população, toda a autoridade e 'poder' de forma desenfreada desse grupo de 'trabalhadores' que deveria ter a função de proteger a população ao invés de massacrar um a um como se fossemos alvos de suas mentes crueis e insanas.   

Quando um policial é morto, a notícia é: Morre Fulano de tal, mais um pai de família morto pela violência.
Quando um cidadão é morto pelas balas da polícia, é assim que sai: " - Menos um maconheiro, menos um drogado, menos um traficante, menos um estuprador, menos um bandido, menos um trombadinha que resiste prisão "luta" com a polícia e acaba morto...
Checa-se os fatos com a família, vizinhos e descobre que foi mais um jovem vítima do preconceito, do rascimo, um qualquer, sem pátria, sem estado e sem sistema, isso torna esse corpo, que ninguém sabe o nome, só um corpo. Que tal chamarmos esse corpo de cocaina? bandido? trombadinha? o mal da sociedade? Porque é assim que a polícia justifica toda essa chacina. Os motivos é que a PM está sempre acabando com a 'podridão' da sociedade, e normalmente são pessoas assim como eu, de um subúrbio qualquer, de uma luta qualquer, de uma vida, sabe-se la qual, podendo até mesmo ser uma vida banal, escola, trabalho e casa, mais esse corpo no chão como tantos outros, sem 'família', sem identidade, se resume a nada... E todos que rodeiam esse corpo deitado, quem são? Porque chorão por um "bandido"? O que importa? Quem se importa? Está morto, sem história para contar, então conta a história quem pode: A polícia, e a mídia, onde juntos fazem um trabalho exemplar de denegrir e distorcer fatos reais.

  A PM, justifica de forma 'nobre' ter livrado a sociedade de mais um bandido, mais NÃO, nós NÃO somos todos bandidos, todos esses corpos sumidos, todos esses corpos baleados nos braços de suas mães, NÃO, não são corpos de ameaça a sociedade, são apenas corpos, de uma vida de resistência agora largada no chão, sem tarja na cara a imagem do 'bandido' aparece na televisão!

Estou junto com os meus irmãos de resitência e luta contra essa chacina!
Dê voz para o povo humilhado falar, dê voz para cada mãe que perdeu o seu filho falar, dê dignidade e direito de cada mãe falar e griitar que NÃO, que teu filho NÃO era bandido!





Estela Pop.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Eu e meu particular incomodo com: A calça jeans.




        Lembro na época da escola quando eu por muitas vezes era chamada de 'jeca', não entendia muito bem esse adjetivo a mim, mais lembro que na época não me agradava nenhum pouco porque sempre vinha em um tom agressivo, irônico e debochado das pessoas, e eu ficava pensando em como é que eu deveria agir para não fazer parte do clube das “jecas”.
        Pensei muito, mais parecia que tudo o que eu fazia, era ser 'jeca', então tentava reparar em outras garotas, não 'jecas' para buscar uma forma de me enquadrar e me sentir menos estranha em meio a tantas pessoas prontas a me apontarem o dedo e dar início as risadas sem fim.   
        Eu lembro das meninas da minha idade muito mais mulheres que eu, dentro de suas calças jeans apertadas marcando tão precocemente suas curvas, e eu ainda tão menina, tão jeca, esperando, porém, ansiosa por uma calça jeans tão prometida pela minha mãe no meu aniversário. Posso descrever a sensação dessa batalha travada do meu corpo com a calça, um pedaço de pano, tão famoso e sensual. Em poucos momentos já estava me sentindo mulher.   (Depois de vestir uma “sensual” calça jeans, perder a virgindade seria fácil...)
        Eu desfilando com minha calça jeans podendo sentir o potencial de uma calça no corpo de uma mulher, depois de sentir-me violentada pela mesma, depois de perceber os olhares que eram obtidos para outras, transferidos para mim por alguns instantes, fez-me perceber que...: SIM, eu queria ser jeca! Por favor, me chamem de jeca. Nunca achei que tinha nascido com o dom de jeca, e hoje jeca que sou lhes garanto que não tem nada mais ofensivo para o meu corpo no meio de tanta “moda” bizarra e desrespeitosa, que a calça jeans “sexista feminina”.
        Assim como um dia, todas em meio a uma praça pública tacaram fogo em seus sutiãs, desejo um dia repetir esse ato com todas as calças jeans feminina, tacando fogo em meio a uma praça pública acusando-as de: Violência sexual e tentativa de estupro! 





Estela Pop.

sexta-feira, 30 de março de 2012

TOC, não me toque.

O meu corpo no espaço.
Viro, mexo, me esbarro,
Passo a passo, conto passo, cada passo
Viro-me e volto me enganei no próprio passo,
Falho, erro, volto e refaço.
Repito e certifico,
insisto no acerto exato de um lado e do outro do meu corpo no espaço.
Parece uma criança que quando anda brinca,
Ninguém desconfia que seja o direito com o esquerdo que briga.
Esbarram-me aqui,
Esbarro-me ali,
Piso com esse,
Busco uma sombra, piso com o outro,
Tocam o meu ombro...: Não me toquem!!
Me toco que tem o outro do outro lado, e me toco,
Tanto sistema para um só passo, recuo, sento, respiro, repito e faço
Tudo de novo outra vez...




Estela Pop - 2009

segunda-feira, 26 de março de 2012

Tudo o que me determina está errado!

Me tirem de dentro dessas latas condensadas, montadas, enfileiradas, não faço parte de seu quadro de classificações, não me denominem nem me digam quem eu sou quando nem mesmo sabe quem tu es, sou eu, só eu, sou o que sou no agora, sou um estado de espírito liberto e desprendido, sou pessoa, gosto de pessoas, nem um outro pensamento me implica porque tudo que me determina está errado! 
Sou o que quero ser...



Estela Pop. - 2009

segunda-feira, 19 de março de 2012

Tempo.



Nosso tempo é diferente, você entende?

Estranho essas coisas... Porque quando tudo acontecia, nada nem ninguém me perguntava: - Está preparada? Que data exata o seu RG marca?
Não, não... Em momento nenhum perguntaram-me do tempo...
Se é na mesma dimensão em que vivemos, existe somente um tempo, o tempo do agora!
Se si encaixa ou se embaraça e no meio disso tudo se faz a graça, isso para mim basta!
Nesse momento o tempo era chamado desejo, o relógio ou o RG nem ameaçava
era só a gente que no meio de tanta vontade e solidão se completava.
Estamos no mesmo tempo quando estamos no mesmo instante ao mesmo tempo...

...Quanto tempo para pouco tempo, quantas desculpas para pouco sentimento...





Estela Pop. - 2008