sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Pequena de mais essa cidade



Assim que o pensamento se solta
Parte, embora outra possibilidade
Te mando para longe sem  volta
Mais às vezes é pequena de mais essa cidade

Num bando onde nada se reconhece
Passo mais um dia respirando o vazio
Vai, vem, ninguém se percebe
E às vezes não te esbarrei por um fio

Toda rua possível eu apago
Tudo o que penso eu evito
Toda lembrança é o amargo
No meio da tristeza que sinto

Mais vem o vento que sopra
Trama o seu tempo no meu
Eis da situação toda, o que sobra
O azar de cruzar meu caminho no seu.


Estela Pop.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Sobra tempo, medo.




Tanta coisa,
Sobra.
Aperto o passo,
Perco.
Vou embora,
Chora.
Sobra tempo,
Medo.

O ar sufoca,
Agora.
Abraço não dado
Mente.
O instante que para,
Hora.
Amor calado,
Sente.

Sempre tento,
Agrado.
Não arrisco,
Medo.
Tantos são os tratos,
Fato.
Penso sempre,
Apego.

Diga que fica,
Sorte!
Cheiro do dia,
Saudades,
Me calo sempre,
Forte.
Sempre te quero,
Verdades!





Estela Pop.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

NÃO me representa!




Acredita em meio as suas loucuras
Que sua doente idolatria  te acoberta
Em nome da moral e da palavra certa.
Promete milagres e curas

Sua fé ‘cheia’ de luz
Supõe meu elo a satanás
Quer me  mostrar como é que se faz.
Das lições do seu cristo morto na cruz

Não se trata das limitações da ‘santidade’
Mais o quanto tudo me fere a alma,
Arranca-me a calma
E meu corpo se resume a sua castidade.

E como eu sou mulher e não só uma fêmea
Não dou corda pra machista,
E nem religioso extremista,
Feliciano não me representa! 







Estela Pop.

sábado, 9 de março de 2013

Solte!




Solte!



Solta que sou meu coração soltou,
Partindo, ele partiu sem dor
Foi não sei por onde, e ainda não voltou
Tantos os caminhos, que se eu nem imagino, não vou supor. 

Ele me agarrava pela garganta,
Entalava-me de medo
Prendia-me na minha infância
E me adormecia no apego.

Em um dia, num só grito,
Subiu pelo meu peito
Saiu todo aflito,
Fugindo, perdendo-se no tempo,

Eis que agora me preencho de todos os sentimentos,
Que se espalham em mim por inteira,
Ficam todos soltos, mais nenhum derradeiro
E agora sem ele, é que me sinto cheia.




Estela Pop.