sábado, 9 de março de 2013

Solte!




Solte!



Solta que sou meu coração soltou,
Partindo, ele partiu sem dor
Foi não sei por onde, e ainda não voltou
Tantos os caminhos, que se eu nem imagino, não vou supor. 

Ele me agarrava pela garganta,
Entalava-me de medo
Prendia-me na minha infância
E me adormecia no apego.

Em um dia, num só grito,
Subiu pelo meu peito
Saiu todo aflito,
Fugindo, perdendo-se no tempo,

Eis que agora me preencho de todos os sentimentos,
Que se espalham em mim por inteira,
Ficam todos soltos, mais nenhum derradeiro
E agora sem ele, é que me sinto cheia.




Estela Pop.