sexta-feira, 30 de março de 2012

TOC, não me toque.

O meu corpo no espaço.
Viro, mexo, me esbarro,
Passo a passo, conto passo, cada passo
Viro-me e volto me enganei no próprio passo,
Falho, erro, volto e refaço.
Repito e certifico,
insisto no acerto exato de um lado e do outro do meu corpo no espaço.
Parece uma criança que quando anda brinca,
Ninguém desconfia que seja o direito com o esquerdo que briga.
Esbarram-me aqui,
Esbarro-me ali,
Piso com esse,
Busco uma sombra, piso com o outro,
Tocam o meu ombro...: Não me toquem!!
Me toco que tem o outro do outro lado, e me toco,
Tanto sistema para um só passo, recuo, sento, respiro, repito e faço
Tudo de novo outra vez...




Estela Pop - 2009

segunda-feira, 26 de março de 2012

Tudo o que me determina está errado!

Me tirem de dentro dessas latas condensadas, montadas, enfileiradas, não faço parte de seu quadro de classificações, não me denominem nem me digam quem eu sou quando nem mesmo sabe quem tu es, sou eu, só eu, sou o que sou no agora, sou um estado de espírito liberto e desprendido, sou pessoa, gosto de pessoas, nem um outro pensamento me implica porque tudo que me determina está errado! 
Sou o que quero ser...



Estela Pop. - 2009

segunda-feira, 19 de março de 2012

Tempo.



Nosso tempo é diferente, você entende?

Estranho essas coisas... Porque quando tudo acontecia, nada nem ninguém me perguntava: - Está preparada? Que data exata o seu RG marca?
Não, não... Em momento nenhum perguntaram-me do tempo...
Se é na mesma dimensão em que vivemos, existe somente um tempo, o tempo do agora!
Se si encaixa ou se embaraça e no meio disso tudo se faz a graça, isso para mim basta!
Nesse momento o tempo era chamado desejo, o relógio ou o RG nem ameaçava
era só a gente que no meio de tanta vontade e solidão se completava.
Estamos no mesmo tempo quando estamos no mesmo instante ao mesmo tempo...

...Quanto tempo para pouco tempo, quantas desculpas para pouco sentimento...





Estela Pop. - 2008