segunda-feira, 25 de julho de 2011

Menos deus e mais Amor, por favor!




Tive a imbecilidade essa semana de dizer perto de alguém demasiadamente religioso a seguinte frase: “Menos deus e mais Amor, por favor”.
Quando a pessoa indignada me retruca dizendo: Mais Deus É Amor!
Respondi: “Amém”. E fiquei pensando...
"- As pessoas tornam deus exatamente dentro daquilo que lhes convém ou é necessário, por isso deus se torna fundamental na vida das pessoas com sua devida utilidade inconcreta. Deus horas é Amor, horas é ira, horas é Paz, horas é intolerância...
Essa manhã ele poderia ter sido na minha Vida um liquidificador, afinal o de casa quebrou justamente quando eu necessitava para fazer minha vitamina. Percebo que deus pode ser milhares de coisas, menos algo útil. 
Quando tento entender (percebam, eu TENTO entender...) não é uma forma de provocação com a fé alheia, porque de tão primitivo e tão poético que é a fé, ela acaba se tornando bela, mais essa beleza não pode se tornar patética como costumamos ver por aí. Em nome de deus acontecem barbarias indescritíveis.
O mundo gira, não para, corre o tempo todo, e deus está morto, são guerras, mortes, crueldade e deus está morto, as pessoas enlouquecidas se devorando, e deus está morto, é tanta falta de Paz para carregar tanta grandeza de um deus que está morto, que não se move e não se opõe.
Discussões de moralidade de com quem devemos ou não “fazer Amor” ou formar família envolvendo sempre um deus tirano que propaga ao invés do Amor a mesquinharia; diz que meu Amor é proibido, meus desejos são pecados mais as guerras em seu nome e pessoas estúpidas fazendo da vida de outras pessoas um posso de intolerância, é louvável. Esse deus é egocêntrico, cruel e tirano.
Estudos dizem que crimes sexuais de pedofilia, estupro é executado por uma maioria heterossexual, então me aparecem com um discurso de que deus odeia Gay´s e Ama os heterossexuais!?
Aí vem uns dizendo: "Poxa, deus não pensa assim, são os homens que distorcem o que deus quer..."
Mais, quem é deus? O que deus quer? O que deus pode querer? 
NADA! deus está morto, e estamos de forma insana justificando TODA a nossa falta de sensibilidade e toda nossa crueldade nesse mito que perdura por essa Era fálica cristã que destruiu e quer destruir o mínimo de tolerância entre as pessoas e as diferenças. 
Esse fascismo religioso propaga na história as maiores trucidades já vista e mesmo assim tememos nos opor a esse deus, estranho deus do "Amor". 
Me alegra mais pensar em todas as probabilidades e lógica da tua não existência partindo da idéia da tua eterna ausência em meio a sanidade do homem.
Então me poupem dizer sobre castigos, ira e o amor de deus sobre as pessoas e criaturas, que minha fase de amigos imaginários passou faz tempo!!!
Acho só que poderíamos ser mais alegres, mais tolerantes, e com muito mais Amor ,e não tentem me enfiar deus guela baixo porque ele me vem indigesto a muuuito tempo!!!"

Estela Pop.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Estupro NÃO É PIADA.



Rafinha Bastos foi um exemplo claro da onde vem as inspirações das piadas que ele e milhares de programas da televisão brasileira se baseiam para conseguir o IBOP do “mais engraçado”.
A televisão é demasiadamente contraditória e cada vez mais ridícula dentro de suas falsas propostas humanitárias. Fazem uma campanha medíocre contra o bule para fazer seu medíocre papel social quando ao mesmo tempo sua forma de fazer piada é simplesmente ridicularizar e humilhar as pessoas, seja por ser gorda, magra, homossexual, loira, careca, cabeluda, negra, aleijada, míope...
Enfim, e dessa vez Rafinha Bastos, colaborador desse humor desrespeitoso e desprezível ainda visto na televisão brasileira achou brilhante, inspirador e bonito glorificar um estupro, claro que não foi a bunda dele que ele ofereceu, e sim todas as mulher para ele consideradas “feias”.
Ele é mais um como muitos que olham a mulher como um produto consumível e descartável, se for a mulher produto de farmácia, aquela que se produz inteira para um cara estúpido como Rafinha Bastos, ela vai ser consumida, mais por “ainda estar no prazo de validade” ou dentro dos parâmetros de mulher desejado pelos homens, essa vai ter uma duração maior e um tratamento diferenciado. Aquelas cujo essa sociedade patriarcal e machista considera “vencida” é jogada aos porcos para serem  agredidas, violentadas não só no corpo, mais na alma, na sua estima, na sua dignidade, e ainda segundo RAFINHA BASTOS, ESSA MULHER DEVE SE LEVANTAR E AGRADECER!

Rafinha Bastos ainda questiona o porque levar tão a sério uma piada???

Porque aquela cujo teu corpo foi devorado, agredido e tua alma retalhada, NÃO ESTÁ RINDO.

Rafinha Bastos é um exemplo das MILHARES de formas que o machismo é ainda alimentado no nosso país, e ainda nos achamos no direito de rir e criticar países como Irã, Paquistão... Etc...
Vamos tentar buscar as soluções para o machismo intrínseco ainda existente, onde com pano na cara ou pelada a mulher ainda é vista como um objeto de consumo para os machistas de plantão ou piada para humoristas pobres de roteiro!!!


Estela Pop.