sábado, 21 de julho de 2012

Polícia Militar X Direitos Humanos.




O COMPORTAMENTO DA POLICIA MILITAR NO BRASIL INSISTE EM SER DEGRADANTE!
A sua política reacionária e desumana está sobre tudo e sobre todos dentro de suas próprias leis crueis protegidos pelo Estado.
A desculpa do piso salarial ser muito baixo os tornam grande ameaça para a sociedade com suas armas letais. Quando um indivíduo insatisfeito soma na sua identidade um desvio de caráter, e resolve exercer a função de Polícia Militar, sobra para a população, toda a autoridade e 'poder' de forma desenfreada desse grupo de 'trabalhadores' que deveria ter a função de proteger a população ao invés de massacrar um a um como se fossemos alvos de suas mentes crueis e insanas.   

Quando um policial é morto, a notícia é: Morre Fulano de tal, mais um pai de família morto pela violência.
Quando um cidadão é morto pelas balas da polícia, é assim que sai: " - Menos um maconheiro, menos um drogado, menos um traficante, menos um estuprador, menos um bandido, menos um trombadinha que resiste prisão "luta" com a polícia e acaba morto...
Checa-se os fatos com a família, vizinhos e descobre que foi mais um jovem vítima do preconceito, do rascimo, um qualquer, sem pátria, sem estado e sem sistema, isso torna esse corpo, que ninguém sabe o nome, só um corpo. Que tal chamarmos esse corpo de cocaina? bandido? trombadinha? o mal da sociedade? Porque é assim que a polícia justifica toda essa chacina. Os motivos é que a PM está sempre acabando com a 'podridão' da sociedade, e normalmente são pessoas assim como eu, de um subúrbio qualquer, de uma luta qualquer, de uma vida, sabe-se la qual, podendo até mesmo ser uma vida banal, escola, trabalho e casa, mais esse corpo no chão como tantos outros, sem 'família', sem identidade, se resume a nada... E todos que rodeiam esse corpo deitado, quem são? Porque chorão por um "bandido"? O que importa? Quem se importa? Está morto, sem história para contar, então conta a história quem pode: A polícia, e a mídia, onde juntos fazem um trabalho exemplar de denegrir e distorcer fatos reais.

  A PM, justifica de forma 'nobre' ter livrado a sociedade de mais um bandido, mais NÃO, nós NÃO somos todos bandidos, todos esses corpos sumidos, todos esses corpos baleados nos braços de suas mães, NÃO, não são corpos de ameaça a sociedade, são apenas corpos, de uma vida de resistência agora largada no chão, sem tarja na cara a imagem do 'bandido' aparece na televisão!

Estou junto com os meus irmãos de resitência e luta contra essa chacina!
Dê voz para o povo humilhado falar, dê voz para cada mãe que perdeu o seu filho falar, dê dignidade e direito de cada mãe falar e griitar que NÃO, que teu filho NÃO era bandido!





Estela Pop.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Eu e meu particular incomodo com: A calça jeans.




        Lembro na época da escola quando eu por muitas vezes era chamada de 'jeca', não entendia muito bem esse adjetivo a mim, mais lembro que na época não me agradava nenhum pouco porque sempre vinha em um tom agressivo, irônico e debochado das pessoas, e eu ficava pensando em como é que eu deveria agir para não fazer parte do clube das “jecas”.
        Pensei muito, mais parecia que tudo o que eu fazia, era ser 'jeca', então tentava reparar em outras garotas, não 'jecas' para buscar uma forma de me enquadrar e me sentir menos estranha em meio a tantas pessoas prontas a me apontarem o dedo e dar início as risadas sem fim.   
        Eu lembro das meninas da minha idade muito mais mulheres que eu, dentro de suas calças jeans apertadas marcando tão precocemente suas curvas, e eu ainda tão menina, tão jeca, esperando, porém, ansiosa por uma calça jeans tão prometida pela minha mãe no meu aniversário. Posso descrever a sensação dessa batalha travada do meu corpo com a calça, um pedaço de pano, tão famoso e sensual. Em poucos momentos já estava me sentindo mulher.   (Depois de vestir uma “sensual” calça jeans, perder a virgindade seria fácil...)
        Eu desfilando com minha calça jeans podendo sentir o potencial de uma calça no corpo de uma mulher, depois de sentir-me violentada pela mesma, depois de perceber os olhares que eram obtidos para outras, transferidos para mim por alguns instantes, fez-me perceber que...: SIM, eu queria ser jeca! Por favor, me chamem de jeca. Nunca achei que tinha nascido com o dom de jeca, e hoje jeca que sou lhes garanto que não tem nada mais ofensivo para o meu corpo no meio de tanta “moda” bizarra e desrespeitosa, que a calça jeans “sexista feminina”.
        Assim como um dia, todas em meio a uma praça pública tacaram fogo em seus sutiãs, desejo um dia repetir esse ato com todas as calças jeans feminina, tacando fogo em meio a uma praça pública acusando-as de: Violência sexual e tentativa de estupro! 





Estela Pop.

sexta-feira, 30 de março de 2012

TOC, não me toque.

O meu corpo no espaço.
Viro, mexo, me esbarro,
Passo a passo, conto passo, cada passo
Viro-me e volto me enganei no próprio passo,
Falho, erro, volto e refaço.
Repito e certifico,
insisto no acerto exato de um lado e do outro do meu corpo no espaço.
Parece uma criança que quando anda brinca,
Ninguém desconfia que seja o direito com o esquerdo que briga.
Esbarram-me aqui,
Esbarro-me ali,
Piso com esse,
Busco uma sombra, piso com o outro,
Tocam o meu ombro...: Não me toquem!!
Me toco que tem o outro do outro lado, e me toco,
Tanto sistema para um só passo, recuo, sento, respiro, repito e faço
Tudo de novo outra vez...




Estela Pop - 2009

segunda-feira, 26 de março de 2012

Tudo o que me determina está errado!

Me tirem de dentro dessas latas condensadas, montadas, enfileiradas, não faço parte de seu quadro de classificações, não me denominem nem me digam quem eu sou quando nem mesmo sabe quem tu es, sou eu, só eu, sou o que sou no agora, sou um estado de espírito liberto e desprendido, sou pessoa, gosto de pessoas, nem um outro pensamento me implica porque tudo que me determina está errado! 
Sou o que quero ser...



Estela Pop. - 2009

segunda-feira, 19 de março de 2012

Tempo.



Nosso tempo é diferente, você entende?

Estranho essas coisas... Porque quando tudo acontecia, nada nem ninguém me perguntava: - Está preparada? Que data exata o seu RG marca?
Não, não... Em momento nenhum perguntaram-me do tempo...
Se é na mesma dimensão em que vivemos, existe somente um tempo, o tempo do agora!
Se si encaixa ou se embaraça e no meio disso tudo se faz a graça, isso para mim basta!
Nesse momento o tempo era chamado desejo, o relógio ou o RG nem ameaçava
era só a gente que no meio de tanta vontade e solidão se completava.
Estamos no mesmo tempo quando estamos no mesmo instante ao mesmo tempo...

...Quanto tempo para pouco tempo, quantas desculpas para pouco sentimento...





Estela Pop. - 2008

domingo, 25 de dezembro de 2011

Embaraço



"Ta tudo bagunçado,
entre tantos embaraços é no teu braço que faço laço
Venho, volto, saio...
No meio desse embrenhado
Cada ponta é um nó atado
Quando penso que to fora
É um tropeço no teu passo
Me confundo e disfarço
Mais me aproximo sem demora
Boto culpa no acaso
Que aparece e vai embora ...
Se fico me atraso,
Se me solto me embaralho.
Que tanto mal assim é que te faço
Pra que longe de ti sem um afago
Me falte sempre um pedaço?
Você não vê que deixou meu coração danado?
Acreditando no que tinha Vivido...
Eu pensando que tinha encontrado,
Hoje mais uma vez vejo que ele anda perdido..."



Estela Pop - 2008

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Histeria


Incansáveis e repetidas situações, encontro-me frente ao abismo, mais é exatamente aqui que queria estar, sempre a adrenalina da queda é que me faz acordar.
Quero poder quebrar as correntes, todas as correntes que me prendem, todas as vendas que me cegam, todas as angustias que me socam goela baixo e que me sufoca, quero poder gritar nessa histeria que me consome sobre tudo, e jogar para o alto o peso do apego, do que me apega, me pega e me consome todo esse conforto viciante, e me devolve o desconforto do vazio. Perceber que fomos um pouquinho além, e não podemos fazer ninguém mais perceber. O individual caminho do Eu, que se perde na tentativa de se dividir, se depara com a incompreensão e resolve não aceitar o que se tem de comum. Quero romper com tudo dentro do meu caos, mais afagos dedicados fora do quadro esperado não é contraditório da paz que preciso para as guerras que o tempo todo invento para não me acomodar, os conflitos que proponho a minha hipócrita existência são exatamente para me incomodar.
Não vou me reinventar sobre os parâmetros desejados e ansiosamente esperados daqueles que não compreendem que, o que posso ser pode ser diferente, mais não necessariamente pior, não posso se quer permitir que a brutalidade da insensibilidade daqueles que já foram moldados julgue minha histérica forma de ser e de sentir.
Quem são esses inúmeros personagens criados cada qual para uma situação? Porque, no entanto, em tudo, não podemos ser quem somos?
Serei eu, sempre eu, dentro de defeitos e qualidades, mas eu, buscando um afago que me traga paz, um olhar que entenda meu silêncio e o respeito das minhas estranhas manias de ser e de existir. Que as guerras que inicio em mim, termine na compreensão e no acalanto do outro, que transcende tanto quanto, e que faça eu sentir que ser mais Eu, sempre é o melhor caminho.



Estela Pop

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Só agora?????

A “punição” de Rafinha Bastos pela emissora em que apresenta, junto com uma equipe de mau gosto, suas piadas ofensivas, tem tido uma grande repercussão com a mídia dizendo: “Rafinha Bastos passou dos limites...”
    Percebam que ele só passou dos limites quando tomado as dores de suas insanas piadas são os homens nos quais suas esposas foram o “alvo da vez”.
Rafinha Bastos não está sendo punido pelo seu machismo agressivo, exacerbado e sem pudor, e nem por agredir e ferir dentro de suas “piadas” uma mulher, mãe, filha, esposa...
    Mais Rafinha Bastos está sendo severamente punido porque as mulheres, mais recentes,  vítimas de sua falta de escrúpulos, foram mulheres que por trás das tais, tinham homens ofendidos e influentes que consideraram a piada de muito mal gosto para os próprios.
    O fato dele ter glorificado o estupro sofrido por milhares de mulheres anônimas, trazendo como conseqüência a revolta e indignação das mulheres perante esse absurdo em forma de piada, não trouxe a Rafinha Bastos sua devida punição, porque por trás desse “público” de mulheres estupradas, não tinha um “grande e influente” homem para trazer uma consciência da gravidade de seus comentários humorísticos sem critério.
    Mulheres ofendidas, indignadas, são feministas extremistas, porque o julgamento de punição a uma agressão a mulher é determinada pelo homem e o quão ele foi, dentro dessa agressão, agredido. Então toma-se as dores: “marido, pai, filho, irmão, cunhado, amigo...” Como se as mulheres não pudessem responder por si mesma e avaliar o que é absurdo e ofensivo para a sua moral, dignidade e respeito; porque quem determina quando fomos ofendidas, ou quando uma piada passa ou não dos limites, é um homem ofendido.
    Querem tirar minha capacidade de sentir e de saber quando sou ofendida, querem me anular quando grito, porque meu grito não pode ser ouvido, nem o meu e nem o grito de milhares de mulheres, porque somos anônimas, e porque conosco não existe uma voz fálica abrindo portas e dando o aval de nossas indignações, porque conosco não temos um dono de emissora, nem um pai ou um marido influente... Porque conosco só nos cabe ser mulher, feito aceitação de uma criação masculina onde acabamos sendo permissivas o suficiente para esse massacre moral continuar.


Estela Pop.